terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Fecham-me os olhos, enxergo aquilo que (os) convém

Postado por Luc! às 01:22

Às vezes, você só precisa se lembrar de abrir os olhos.

Não que você esteja andando por aí de olhos fechados por uma opção. Você só não está conseguindo enxergar além.
Detalhes importantes que você sabe que não deve ignorar, mas, ainda assim é mais fácil fingir que não viu.
Você não escolheu viver idealizando um mundo perfeito. Não!
Mas tantas pessoas o idealizam por você, que simplesmente não consegue negar o quão sedutora é a perfeição.
Bullshit.

Todos nós sabemos que não há perfeição. E mesmo assim, continuamos nessa vaga caminhada em busca do intangível.
Perfeição em seu significado cru é “ausência de quaisquer defeitos”. Mas, o que seriam defeitos?
Nossos valores são construídos e desconstruídos todos os dias por causa da relatividade dos termos que sempre enxergamos como apenas um lado (da moeda).

Meu defeito poderia ser – se levarmos em consideração a Sociedade e suas regras (estúpidas) – o meu peso. Ou a minha orientação sexual. Ou a minha cor.

Mas, porque isso é um defeito? O que levou a difundirem isso como tal?

Defeito meu questionar tudo isso. Mas, que mal tem, já que Pessoa disse que a imperfeição é humana. E nós somos humanos.
Não pense que estou fazendo apologia ao erro. À cegueira voluntária. Não!

Estou apenas questionando aquilo que vem se construindo ao longo dos séculos. E que gera tanta cólera.

Talvez, afinal, tenhamos escolhido não enxergar além.

É mais fácil conviver com o erro do que tentar mudá-lo. E acomodar-se no erro é reafirmar a natureza egoísta e prepotente do ser humano.
Viver é criar expectativas.
E essas malditas aceleram o ritmo de seus pensamentos, sonhos, e desejos.
Como se já não fosse ruim o bastante não saber se conseguirá o que tanto quer. Não. Você precisa criar expectativa do quão maravilhoso aquilo será quando você ganhar e o quanto ansiosa você se torna só de pensar no que quer ganhar.
E engana-se aquele que diz que vive sem expectativas. Pode ter certeza que ainda não descobriram a forma da felicidade porque simplesmente não conseguem deixar de lado as expectativas que carregam.

Quer dizer, todo mundo quer ser feliz, não é mesmo?

Eu quero ser feliz.

Mas, novamente, a felicidade se relativiza nos muitos caminhos que levam até ela e se contamina com as muitas idealizações e expectativas do que seja sua essência.
O que fazemos para conseguir encontrar a felicidade é um bom ponto de partida. Eu sei que a felicidade para mim é simples. Singela. Talvez um pouco robusta. E seja outono das estações.


Afinal, ao final, a felicidade se refaz constantemente. E isso é só uma questão de tempo. E perspectiva.

Luciana Carvalho

0 comentários:

Postar um comentário

 

The Book Girl Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos