Hoje é o dia da Mulher. De todo o
tipo de mulher. Isso é claro, se você for do TIPO que gosta de categorizar as
coisas. Porque, na verdade, não existe “tipo de mulher”. Existem mulheres que
assumem papeis diversos na sociedade. Mas, todas elas são mulheres. Que lutam
todos os dias contra os já estigmatizados pressupostos do sexo frágil.
Frágil? Não diria que somos
frágeis. Somos, sim, sensíveis. Mas, a sensibilidade é importante para a
construção de um indivíduo. A sensibilidade nos torna mais humanas e humildes.
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| Salavador Dalí |
As mulheres sempre foram
condenadas ao desmerecimento, ao preconceito e subjugação. E mesmo agora, após
tantos anos que “conquistamos” nossa liberdade, existem culturas que não
permitem que expressemos isso. Na verdade, todas as culturas não permitem. A
única diferença é que em algumas o efeito que nossa presença – cada vez mais
edificada – tem é pensamentos inescrupulosos não verbalizados. Porém, em outras
culturas, mulheres são estupradas, assassinadas e desvalorizadas de maneira
fria e cruel. Nós, brasileiras, vivemos em uma sociedade que se afirma laica e
sem preconceitos. Pois digo que vivemos sob a desastrosa perspectiva do que é
ser mulher. Muitos dizem que somos guerreiras. Mas, a maioria, já assediou uma
mulher na rua ao chamá-la de gostosa. Vivemos em uma sociedade que prega o
preconceito velado. Onde piadas grotescas sobre a mulher são propagadas todos
os dias sem pudor algum. Milhares de casos de violência sexual e doméstica
acontecem ao redor do mundo. Vemos mulheres serem inferiorizadas diariamente. E, enquanto existir pessoas que
acreditam que a culpa de uma mulher ser estuprada é dela, continuaremos vivendo
sob a condição de perpetuidade da ignorância fabricada por valores mistificados
e sexistas.
Ser mulher é muito mais corajoso
do que qualquer um possa – de fato – compreender. Ser mulher é ser mãe. É ser
esposa. É ser trabalhadora. É ser sonhadora. É ter atitude. É lutar por seus
direitos. É não aceitar preconceitos. Além disso, ser mulher é não temer por
suas escolhas.
Nós, não permitiremos que você
controle nossas roupas, nosso jeito de ser, nossa profissão e desejos. Nós, não
aceitaremos que você nos culpe por suas atitudes ignorantes. Nós, não nos
esconderemos por medo. Nós somos vítimas, sim, de uma sociedade patriarcal.
Mas, temos voz.
Voz que aprendemos a ouvir e o
mais importante: aprendemos a usar.
Feliz dia da “eu consigo fazer
tudo ao mesmo tempo, supere isso”!
Luciana Carvalho

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